SEGUNDA-FEIRA, 12 DE JULHO DE 1999 - Nº 173
Carla Aragão, de Salvador
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Na Inglaterra desde o ano passado, o professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia, Nelson Pretto (foto), é um elo importante entre a Bahia e a terra da Rainha Elizabeth e Hugh Grant. Mesmo envolvido com os trabalhos de pesquisa que vem realizando para o seu pós-doutorado, ele encontra tempo para ficar plugado na rede full-time, responder a cerca de 50 e-mails por dia, participar de três listas de discussão e atualizar o seu site - uma espécie de diário-agenda-currículo onde ele "socializa" informações da sua vida pessoal.
Pretto, que é formado em Física e mestre em Educação, está atualmente no Centro de Estudos Culturais da Goldsmiths, da Universidade de Londres, fazendo uma pesquisa sobre o modo como os países europeus estão utilizando as novas tecnologias na educação. "Não é um trabalho quantitativo tradicional. Estou estudando mais teoricamente as possibilidades e as dificuldades de incorporar as tecnologias para transformação da escola, da educação. O objetivo é nos transformar em produtores e não meros consumidores dos grandes empreendimentos que vêm de fora. Queremos globalização sim, mas, como diz o sociólogo português Boaventura dos Santos, queremos globalizações!", afirma.
O centro é dirigido por Scott Lash, pesquisador que trabalha principalmente com o estudo da presença cotidiana das tecnologias no mundo da cultura. Atualmente, Lash e um grupo de estudos do centro, do qual Pretto faz parte, está pesquisando sobre a nova indústria dos multimídias e suas características. O foco do professor brasileiro, no entanto, é a educação. Ele fala do que tem visto em suas viagens. "Na Espanha, estão oferecendo Internet de graça para os professores. Na Escócia, existe um programa que coloca o professor para analisar e selecionar os softwares que ele pretende adotar nas suas aulas. Todos são projetos que fortalecem o professor e isso é que é o básico".
Defensor da socialização da informação, Pretto acredita que a grande transformação que o mundo vai viver com a virada do milênio está na possibilidade de todos poderem (e deverem!) produzir conhecimento e cultura. Quem tiver interesse em conhecer um pouco mais sobre o trabalho do professor ou entrar em contato com ele pode visitar o seu site, disponível no endereço www.ufba.br/~pretto. Nelson Pretto está voltando para a Bahia no dia 20 de agosto e volta a lecionar no dia 23 na Faculdade de Educação da UFBA.

 

Página inicial de Nelson Pretto.

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