Universidade Federal da Bahia

Faculdade de Educação

Departamento de Educação II - Programa de Pós Graduação em Educação

 

Arquivo:.projv2_1.doc

15/6/99

 

Proposta de pesquisa para o PIBIC 1999-2000

Mapeando a produção acadêmica sobre Educação e Tecnologias de Informação e Comunicação na Internet

 

 

 

Integrado ao projeto integrado de pesquisa Educação e Tecnologias de Comunicação e Informação - estado da arte e bibliotecas virtuais (enviado ao CNPq em março.99) processo 522427/95-2

Mapeando a produção sobre Educação e Tecnologias da Informação e Comunicação na Internet

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Coordenação Geral

Nelson (De Luca) Pretto

Pos-doutoramento em andamento - Goldsmiths College - Centre for Cultural Studies - London University (set.98/jul.99)

Doutor em Comunicação - ECA/USP - 1994

Mestre em Educação - UFBA (1985) - Licenciado em Física - UFBA (1973)

Professor Adjunto IV-DE (Faculdade de Educação - Departamento II).

E.mail: pretto@ufba.br Homepage: http://www.ufba.br/~pretto

luis felippe perret serpa- 1999

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ultimamente tenho realizado reflexões sobre a possibilidade de Pedagogias da diferença e não sobre as Pedagogias da assimilação.

A primeira vantagem fundamental mesmo, é não haver, ao pensar na diferença como fundante, como substrato, uma hegemonia universal, ou seja, uma grande narrativa legitimadora dessa narrativa.

A segunda vantagem, sob o ponto de vista do conhecimento é não valer a linearidade. Tem-se, portanto, uma rede não linear de diferenças.

 

 

carta pessoal manuscrita, discutindo um projeto para o futuro da Faculdade de Educação da UFBA. De Salvador da Bahia para Londres, Inglaterra, em 10 de maio de 1999.

 

Introdução

Mapeando a produção acadêmica sobre Educação e Tecnologias da Informação e Comunicação na Internet é um projeto de pesquisa que busca contribuir com um projeto maior em andamento que é a Biblioteca Virtual de Educação a Distância (BVEAD). Este projeto é desenvolvido pelo Núcleo de Ensino, Pesquisa e Extensão em Currículo, Comunicação e Cultura (NEPEC) da Faculdade de Educação (FACED) em conjunto com o Instituto de Ciências da Informação (ICI) da Universidade Federal da Bahia (U FBA), a partir de um convênio com o CNPq, através do PROSSIGA.

Neste sentido, o leitor encontrará aqui a mesma base teórica do projeto já encaminhado ao CNPq em março do corrente ano, tendo como diferencial os aspectos que estamos nos propondo como campo de investigação com este grupo de estudantes que aqui estará sendo incorporado. São projetos, portanto, interdependentes que têm um caminhar próprio e que se complementam.

Con(hiper)texto Local

O local no nosso contexto é o nosso grupo de pesquisa dentro da Faculdade de Educação da UFBA. É o espaço onde esta pesquisa será realizada. Um espaço muito particular, portanto, com suas próprias características e especificidades. Um local que articula de forma constante e permanente o nacional e o planetário (descrito em anexo), seja por estar inserido neste contexto, seja por estar buscando, de forma permanente, se fazer presente em todas as hiper-dimensões do mundo contemporâneo.

Ao longo dos últimos anos, o antigo Núcleo Educação & Comunicação hoje integrado ao NEPEC, vem desenvolvendo pesquisas, cursos, seminários, atividades de extensão e de produção de materiais em torno da temática que relaciona a educação e as tecnologias da comunicação e da informação.

A pesquisa básica guarda-chuva que dá suporte a este grupo estuda a presença destas tecnologias na educação com o objetivo de investigar e aprofundar o significado pedagógico destes novos recursos tecnológicos, propondo alternativas de incorporação dos mesmos aos processos educacionais, considerando-os como elementos fundamentais e vitais da nova sociedade que se esta construindo.

Durante o período de 1995 a 1998, centramos o olhar investigativo na formação de professores a distância, na presença dos computadores e televisões e vídeos nas escolas, tendo a Internet como elemento motor da investigação. Durante este período (mar.96/fev.98) obtivemos financiamento do CNPq (Processo: 522427/95-2). Trabalhamos na perspectiva de produzir um estado da arte sobre o que já se tinha feito no País e no exterior em termos destas tecnologias de comunicação e informação e também de educação a distância ñ já aqui usávamos esta expressão propositalmente para, ao usá-la, estabelecer a sua crítica! -, uma vez que o que pretendíamos, desde o início, era a realização de um amplo levantamento que englobasse os temas correlatos ao trabalho de educação, realizado de forma continuada e à distância, como também a presença da televisão, vídeo, software, hardware, suportes tecnológicos, redes, multimídias, na sociedade contemporânea. O momento histórico atual reforça esta necessidade, uma vez que encontramos uma forte presença de projetos dessa natureza (educação à distância, teleducação, informática educativa, televisão educativa) nas esferas federal, estadual e municipal, em quase todo o País, assim como em quase todas as outras partes do planeta.

Temos tido sempre a preocupação de atuar de forma a produzir/socializar conhecimentos, centrado na utilização de redes de comunicação e informação como meio estratégico para a inserção no mundo contemporâneo.

Esta pesquisa guarda-chuva, deu sustentação teórica a um conjunto de atividades outras que se constituíram em elementos integrantes e integradores deste Núcleo, uma vez que articularam todo o nosso movimento, dentro e fora da Faculdade de Educação da UFBA.

Desde aquele momento inicial, trabalhamos com a perspectiva ñ ainda não concretizada plenamente ñ de criação e implantação de um espaço ponto de articulação, integrado e integrador da Faculdade de Educação da UFBA. Este espaço se propõe a articular pesquisa, ensino e extensão, tanto no âmbito interno da unidade como da Universidade num todo, incluindo a perspectiva de atuar de forma integrada com as demais Universidades públicas do Estado e com a rede de ensino fundamental. Esta relação com as demais Instituições públicas começou a ser viabilizada pelo envolvimento deste grupo de pesquisa no Projeto Multimediático de Apoio ao Ensino Fundamental, articulado através do Protocolo de Integração das Universidades Baianas (PINE).

Ainda buscamos as condições propícias e a existência de uma massa crítica necessária para a viabilização deste projeto maior junto com a aquisição de equipamentos complementares e de reformas das instalações da Faculdade de forma a possibilitar a reflexão teórica com a realização e análise de produtos multimediáticos, produção, finalização e pós-produção de vídeos e programas de TV, desenvolvimento de software, hipertextos e multimídia educativos, ao mesmo tempo que se poderia dar continuidade, com maiores e melhores condições através de workshops, conferências, cursos e atendimento às escolas de primeiro, segundo e terceiro grau de Salvador.

Mesmo sem as condições mínimas ao longo destes anos desenvolvemos as pesquisas e demais ações, com destaques para

Ao longo deste tempo três fases do projeto Passeando pelo Cyberespaço foram desenvolvidas com apoio do CNPq/PIBIC.

A última fase do Passeando ... incorporou um outro aspecto de nossa preocupação e que não podemos desenvolver à altura: como fica a questão espacial, arquitetônica e urbanística da escola que estamos pensando para o futuro milênio? O que conseguimos nesta etapa, foi atuar de forma mais próxima com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e, com isso, resgatar a Escola Parque, idealizada por Anísio Teixeira na década de 50. Neste terceira e última fase incorporamos mais esta dimensão e resgatamos alguns aspectos da obra de Anísio e da Escola Parque. Montamos na Internet um sítio específico sobre a temática que literalmente foi atropelado pelo projeto das Bibliotecas Virtuais de Personalidades do PROSSIGA/CNPq, com a criação da Biblioteca Virtual sobre Anísio Teixeira

Paralelamente, desde 1994 o nosso envolvimento na coordenação da implantação da Rede Bahia, Ponto-Operacional-de-Presença (POP) da Rede Nacional de Pesquisa (RNP) na Bahia, foi sempre fundamentado teoricamente por este conjunto de pesquisas e atividades.

A conseqüência deste conjunto de pesquisas, reflexões e ações, foi a nossa integração em um projeto maior, que terminou, de um lado, esvaziando o nosso sítio na Internet, mas, de outro, possibilitando que os resultados desta pesquisa maior fossem socializados de forma mais ampla através do projeto de Bibliotecas Virtuais do CNPq/PROSSIGA.

Esta pesquisa que aqui propomos é parte integrante desta BVEAD mas possui a sua especificidade que será adiante detalhada. Os Con(hiper)textos nacional e planetário que dão suporte à pesquisa aqui proposta é o mesmo, obviamente, que dá sustentação teórica ao projeto de pesquisa da BVEAD e o reproduzimos no anexo.

Desafios para a educação: mapeando a produção do "diferente"

Alguns elementos característicos deste novo momento já estão mapeados, mas as questões básicas que colocam em cheque o sistema educacional ainda continuam sendo as mesmas. Basicamente, precisamos aprofundar a análise de como está ocorrendo o processo de aquisição do conhecimento pelos jovens e adolescentes e estudar as possibilidades de integração das novas tecnologias de comunicação e informação neste cotidiano escolar, como elementos estruturantes de um novo processo do conhecer.

Paralelamente, a esta inundação de informações começa-se a sentir falta de espaços de pesquisa na rede Internet que possibilitem o amplo acesso aos profissionais envolvidos com a educação (formal e não-formal) de informações e conteúdos em língua portuguesa, de tal forma e, principalmente, a estimular e incentivar que cada escola, cada professor e cada criança possam ser efetivamente produtores de conhecimento em vez de simples consumidores de informações.

Claro que a escola vê ainda atônita tudo isso. Mas, mesmo assim, vai incorporando as tecnologias. De um lado, pela simples presença das crianças, jovens e mesmo adultos, que já vivem do lado de fora este mundo de comunicação e informatização. De outro, pela presença, seja dos projetos governamentais para a rede pública, seja pela pressão dos pais e pelo movimento de terceirização que acontece no sistema privado de ensino que atende às classes mais favorecidas. Esse conjunto de acontecimentos simultâneos impõe ao sistema educacional uma reflexão profunda sobre suas próprias bases, influenciando de forma mais sistemática sobre a estrutura da escola. A questão curricular passa a ser, mais uma vez, centro das nossas atenções na investigação porque, este novo currículo, precisa estar centrado em outras bases. Como temos trabalhado, numa concepção de hipermediática, que leve em conta não o que é comum mas, principalmente, o que é diferente.

Nessa nova perspectiva, professores e estudantes deixam de ser simples consumidores para serem verdadeiramente produtores. Produtores de cultura e de conhecimento. A escola passa a ser mais um pólo dessas redes de conexões. Um pólo com vida. Um espaço ativo de produção de cultura e conhecimento.

Nesta perspectiva teórica, a presença e integração de todos os elementos tecnológicos é básica. Mas, como já prevíamos, ainda estamos trabalhando e incorporando estes recursos apenas como instrumentalidade, ou seja, apenas como mais um recursos didático pedagógico. Está se perdendo, portanto, possibilidade de um uso mais fundamental destes elementos tecnológicos e de comunicação, que implicaria na transformação do saber da escola.

Temos acompanhado o desenvolvimento da Internet e o que evidenciamos e neste pesquisa queremos aprofundar, é que se está, basicamente, reproduzindo ñ transportando - para a rede o que antes já estava impresso nos livros. Importante etapa, consideramos e por isso mesmo vamos olhar para ela. É neste sentido que dizemos que essa produção ñ re-produção?! - está crescendo e a evidência disso é o número de sítios com textos completos que estão sendo identificados nas pesquisas para a montagem da Biblioteca Virtual de Educação a Distância (BVEAD).

Um maior detalhamento sobre o papel e a estrutura da BVEAD encontra-se no anexo a este projeto e foi parte da documentação encaminhado ao CNPq.

A pesquisa

Mapeando a produção acadêmica sobre Educação e Tecnologias da Informação e Comunicação na Internet é uma pesquisa que pretende seguir trajetórias com vista a identificar e analisar os textos que hoje estão na rede Internet e que estão sendo cadastrados para a BVEAD.

Uma grande quantidade de sítios preocupados com a temática que relaciona a educação com a comunicação e a informação já disponibilizada, em português, textos, artigos, tese e dissertações completas.

Como já dito, esses espaços, agora reservados aos bites das unidades informacionais, ainda são espécies de repetição dos espaços das bibliotecas convencionais, onde estão depositados os livros, a matéria física.

Um segundo movimento já está em andamento, embora de modo incipiente, é o da produção de novos textos, hipertextos, hipermídias, com uma lógica diferenciada, ainda em construção.

No entanto, alguns elementos desta lógica já começam a ser sinalizados e um deles, sem dúvida, é o aumento da velocidade de transporte e comunicação e a conseqüente perda da noção espacial. Os textos, agora hipertextos, hipermídias, são repletos de links que podem deixar o leitor perdido ou, quem sabe, atônito com as múltiplas possibilidades de navegação.

Mas, como identificar o que já está sendo produzido nesta linha ou o que é uma mera repetição do impresso? Está, sem dúvida, será a nossa grande questão. Mas não só isso.

Afirma-se com muita freqüência que a Internet é repleta de muito lixo informacional. Paralelamente, aceitando a provocação da Lucila Santarosa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que há anos trabalha nesta área, estamos precisando de sítios que efetivamente disponibilizem textos, hipertextos, hipermídias completos, indo um pouco mais além da idéia de apenas centro de referência. Mas, que textos são estes e onde eles estão? Como eles estão/foram construídos? Como selecioná-los?

Uma primeira idéia ñ sustentada na velha prática iluminista hegemônica ñ seria a da seleção pura e simples de conteúdos. Esta não nos interessa!. Pensamos em trabalhar e principalmente mapear as diferenças em vez de buscarmos qualquer mecanismo de filtragem de informações que possa vir a se constituir num mecanismo de privilegiamento de interesses e concepções.

Desta forma pensamos em poder estabelecer um mapa da produção que já está disponibilizada na rede Internet ñ a já cadastrada ou a que podemos sugerir para cadastramento na BV ñ no sentido de analisar as concepções que estão presentes nos textos que estão sendo disponibilizados.

Objetivos

Metodologia e Produtos

Esta pesquisa está montada na idéia de seguimento de percursos visando o estabelecimento de um mapa da produção de conhecimento que está disponibilizada na rede Internet, em sítios de língua portuguesa.

Não pretendemos considerar o todo sem nenhum tipo de análise, nem correr o risco de estabelecermos critérios rígidos de seleção de qualidade (SIC!) que possam simplesmente afastar o diferente. Buscamos, portanto, trabalhar com a multiplicidade na perspectiva de compreender esta complexidade, sem a preocupação da unificação.

De novo, a idéia é buscar-se montar um mapa que de conta de apresentar esse movimento das diferenças, das diferentes concepções sobre a temática que estão sendo publicadas na rede.

Buscamos, portanto, tentar compreender a irregularidade, a complexidade, quem sabe a repetição às vezes caótica e, mais uma vez quem sabe, encontrando algum elemento fractal, que se repita mantendo a forma, de maneira indefinida. Segundo o físico Italiano Marcelo Cini o que vemos hoje, olhando a evolução da ciência, e uma grande mudança de concepção. Para ele:

Passou-se, em vez disso, a uma concepção de mundo em que, em vez de se tentar reduzir tudo à ordem, regularidade e continuidade, emergem categorias e perspectivas completamente opostas. Estudam-se a desordem, a irregularidade, os fenômenos que não se repetem, em vez de tentar unificar fenômenos muito diferentes pela explicação resultante de uma única lei fundamental. A individualidade começa a ser reconhecida, por exemplo, no fato de que sistemas estruturalmente idênticos podem revelar comportamentos radicalmente diferentes, ocasionados apenas por pequeníssimas diferenças que, até então, todos consideravam como sendo não essenciais.

Buscaremos ver este mundo das tecnologias da comunicação e informação e sua relação coma educação como parte e estando inserido deste "mundo cheio de processos evolutivos".

Para a criação deste mapa, pensa-se na elaboração - ou pelo menos na identificação - de algum tipo de software que possa dar conta da construção deste mapa. Mapa mesmo, como carta de navegação mas, agora, já incorporando novos elementos das tecnologias eletrônicas, de múltiplas conexões, que possibilitam um ir e vir quase que instantâneo. Uma espécie de fio de Ariadne que nos permita ir ñ e, quiça, vir! ñ e com isso compreender um pouco mais da dinâmica da produção teórica disponível na rede Internet sobre esta temática. Quem sabe, com isso, temos a possibilidade de encontrar rotas ou caminhos, quem sabe atalhos, para a saído do labirinto.

Neste sentido, o mapa conterá:

Legendas de identificação

Desenhos dos continentes

Rotas de navegações

Para a realização deste mapeamento não se enfatizará os aspectos quantitativos ñ apesar de os considerarmos ñ mas se buscará um acompanhamento mais de perto de determinados sítios e se buscará investigá-lo de forma mais próxima. Numa espécie de voyeurismo intelectual, periodicamente se analisará as mudanças qualitativas, de conteúdo e forma desses sítios escolhidos. Em seguida a este movimento de aproximação anônima, se buscará realizar algumas entrevistas ñ via rede ñ com os autores e equipes dos sítios considerados mais completos, buscando com isso, tentar entender as razões dos movimentos seguidos.

Assim como no que estamos propondo e fazendo para a BVEAD, nos propomos aqui a estabelecer o que denominamos de estado da arte dinâmico que se constituirá num processo contínuo de identificação, análise e publicação dos resultados.

Estaremos trabalhando com o mesmo espectro amplo que caracteriza o nosso entender deste campo de interseção da educação com as tecnologias de comunicação e informação:

Como resultado deste ano de pesquisa esperamos poder estabelecer estas cartografias, desenhando estes mapas, disponibilizando-os na Internet. Ao mesmo tempo, ao estarmos analisando os sítios com os textos integrais estaremos os cadastrando na Biblioteca Virtual de Educação a Distância ñ e com isso engrandecendo este projeto ñ e montando um banco de dados com os textos completos, inseridos nos contextos identificados na pesquisa.

Bibliografia

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Equipe

Coordenação Geral

Nelson PrettoPós doutoramento em andamento no Centre for Cultural Studies/Goldsmiths College da London University (término em julho.99). Doutor em Comunicação - ECA/USP - 1994 / Mestre em Educação - FE/UFBA - 1985 / Licenciado em Física - IF/UFBA - 1973 / Professor da Faculdade de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Educação ñ UFBA

Bolsistas e plano de trabalho

Livia Baqueiro dos Santos – ciência da computação -

Plano de Trabalho

Desenvolvimento do software ou adaptação para o mapeamento

Construção, atualização e manutenção de banco de dados

Elaboração, atualização de home pages

Manutenção do sistema de rede suporte das atividades de pesquisa

Simony Alves de Andrade – pedagogia - 971028087

Plano de trabalho

Navegação na rede para identificação de sítios com textos completos disponibilizados.

Esta bolsista ficará responsável pela identificação de outras temáticas e, neste sentido, terá a responsabilidade de estabelecer mapas que façam os links com as demais temática.

Estudo teórico dos textos localizados e resenhados.

Elaboração, atualização de home pages

Paulo Ferreira de Araújo– pedagogia - 95102773-5

Plano de Trabalho

Navegação na rede para identificação de sítios com textos completos disponibilizados.

Acompanhamento de sítios que tratem da temática de educação a distância. Em função da importância desta temática, este bolsistas centrará seu foco nesta área exclusivamente.

Estudo teórico dos textos localizados e resenhados.

Elaboração, atualização de home pages

Ruth Aragão – pedagogia - 94102779-1

Plano de trabalho

Navegação na rede para identificação de sítios com textos completos disponibilizados.

Acompanhamento de sítios que tratem da temática de Informática Educatiova e, também aqui, em função da importância desta temática, este bolsistas centrará seu foco nesta área exclusivamente.

Estudo teórico dos textos localizados e resenhados.

Elaboração, atualização de home pages

Plano de Coletivo dos Pesquisadores

O trabalho da equipe de pesquisa deste projeto será essencialmente coletivo. Serão atribuídas atividades especificas como forma de operacionalização. O trabalho coletivo, se desenvolverá essencialmente através da rede, com reuniões presenciais para a sistematização dos dados e as discussões teóricas que sustentam o projeto de pesquisa como um todo e sua relação com as demais pesquisas do Núcleo, incluindo aí as dissertações e teses em andamento, e as disciplinas de graduação e pós graduação. Uma especial ênfase se dará no envolvimento destes bolsistas nas atividades de graduação do coordenador, através da disciplina Introdução à Informática na Educação.

 

Cronograma

 

mes

Descricao 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11
Usando Internet ñ nivelamento do grupo XX                    
Inicio da pesquisa para desenvolvimento ou utilizacao de software para o mapeamento   XX XX                
Navegacao pela BVEAD XX XX                  
Identificacao de sitios em lingua portuguesa com textos completos   XX XX XX XX XX XX XX      
Monatgem da biblioteca digital local no servidor da Rede F@CED     XX XX XX XX XX XX XX XX  
Montagem da metologoia e sistematica de analise dos textos     XX XX              
Analise dos textos e producao dos relatorios       XX XX XX XX XX XX XX  
Compatibilizacao das analises               XX XX XX  
Elaboracao de analise final global                 XX XX XX
Cadastramentos de textos nas categorias especificas da BVEAD     XX XX XX XX XX XX XX XX XX
Relatorio final e avaliacao.                      

 

Anexos

Con(hiper)texto nacional

Os gigantes da comunicação, das novas tecnologias, da eletrônica, telefonia, entretenimento e também de crédito, articulam-se para ter maior acesso às chamadas auto-estradas eletrônicas. Isto vem acontecendo tanto nos países desenvolvidos como naqueles ditos em vias de desenvolvimento. O mercado da informática no Brasil, por exemplo, é considerado altamente promissor. A Internet sofreu um crescimento espantoso.

A Internet nasce no Brasil como parte de um programa de governo que objetivava conectar as Universidades em Instituições de Pesquisa criando uma espinha dorsal (backbone) nacional, conhecido como Rede Nacional de Pesquisa (RNP) e implantado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

O governo brasileiro deu inicio ao processo de implantação da Internet acadêmica e, logo em seguida, abriu-se caminho, seguindo um movimento que já estava ocorrendo no mundo todo, para o setor comercial e, com isso, a possibilidade de qualquer cidadão com um micro, um modem e uma linha telefônica poder se conectar à grande rede. Era esse o imaginário da população e da própria imprensa nos idos 1995. Basta lembrar, por exemplo, da matéria de capa da revista Veja, em março de 1995, anunciando as maravilhas da Internet.

Como podemos observar, portanto, temos um histórico considerável no que diz respeito à busca de introduzir estas tecnologias na sociedade brasileira. Em matéria publicada no Jornal O Estado de São Paulo em 13/12/99, divulgada eletronicamente pela SBPC (JCH), podemos observar que o Brasil está entre as 55 nações que tem boas possibilidades de usar a tecnologia e o conhecimento para acelerar o seu desenvolvimento econômico. Citando o relatório da Information Society Index (ISS),. o JCH explicou os critérios da pesquisa, que se baseou não somente em números de computadores ou conexão à Internet mas em quatro conjuntos de critérios:

De acordo com Wilford Welch, diretor da World Times, "os resultados do ano passado mostraram um crescimento de 166% da infra-estrutura de Internet, diante de apenas 4% dos outros conjuntos de critérios" o que, para ele foi crucial para a posição do Brasil nesta classificação uma vez que, "melhor infra-estrutura de informática e telecomunicações é inútil se não há pessoas educadas para usá-la."

De acordo com ultima pesquisa do IBOPE sobre a Internet e o perfil do internauta brasileiro, estima-se que existam no Brasil cerca de 2,5 milhões de usuários da rede, o que corresponde a 7% dos 15.115 pessoas entrevistada. O resultado ainda mostrou que o Distrito Federal e o estado de São Paulo são os que detêm mais internautas em potencial, já que possuem mais linhas telefônicas e computadores nas casas. O gráfico abaixo - da própria página do IBOPE - mostra os resultados da pesquisa.

O governo brasileiro, preocupado nos últimos anos com estas questões, vem introduzindo elementos novos e significativos nos sistemas de educação, buscando uma maior utilização dos sistemas de comunicação e informação.

Grandes projetos estão sendo desenvolvidos pelo MEC no sentido de dotar o sistema público de ensino de uma aparato tecnológico contemplando o fornecimento de televisões, vídeos e computadores. Foram criados assim, os dois maiores projetos do atual governo nesta área: o TV Escola e o PROINFO.

O TV Escola teve início com o fornecimento dos chamados kit tecnológicos (uma antena parabólica + uma televisão + um vídeo ) para que as escolas pudessem receber uma programação específica gerada pela TVE do Rio de Janeiro (TVE ñ Canal 2) da Fundação Roquete Pinto. São inúmeras as dificuldades de implantação deste projeto e um grande número de trabalhos acadêmicos já foram e estão sendo produzidos com análises sobre a temática.

O PROINFO surge com o objetivo específico de introduzir a chamada Informática Educativa na rede pública de ensino brasileiro. Tendo como característica básica a descentralização, este programa foi articulado em conjunto com os governos estaduais que, seguindo as diretrizes da SEED (Secretaria Nacional de Educação Tecnológica/MEC), desenvolveram projetos de aplicação do programa como um todo. A proposta consiste na implantação de computadores nas escolas públicas (municipais/estaduais) e a criação dos Núcleos de Tecnologia Educacional (NTEs), funcionando como coordenação local para grupos de escolas.

É neste contexto que o CNPq implanta, em 1995, um programa de articulação da informação com a comunicação denominado PROSSIGA, ligado diretamente à sua Presidência. As Bibliotecas Virtuais temáticas são parte do PROSSIGA e, dentro delas a UFBA, através da Faculdade de Educação, coordena a Biblioteca Virtual de Educação a Distância (BVEAD).

Con(hiper)texto planetário

O momento histórico contemporâneo é especial. As teorias vigentes estão sendo postas em questão. Fala-se do fim da Ciência, fim da História, fim dos metarrelatos, da geografia, do espaço, do tempo...

A ciência, desde a metade deste século, vem experimentando um movimento muito grande de arrumação, na busca novos paradigmas que possibilitem a explicação dos fenômenos naturais e sociais. Questiona-se mesmo a existência destes novos paradigmas. Transformam-se, de forma muito rápida, os sistemas eletrônicos de comunicação e, com isso, de um lado, ampliam-se as possibilidades de comunicação e informação, refletindo nos processos econômicos, políticos e culturais da sociedade. De outro, percebe-se cada vez mais, um movimento de aproximação de grandes indústrias, com associações ainda surpreendentes entre grupos de telefonia, entretenimento, mídia, instituições financeiras, entre outros. Vivemos numa sociedade em que todos os seus elementos básicos estão sendo afetados e, ao mesmo tempo, afetam ao conjunto de valores da própria sociedade. Este movimento múltiplo, estrutura-se de tal forma que as redes de comunicações passam a exercer papel primordial. Como afirma Manuel Castells, a Network Society, o surgimento de sociedade em rede, que movimenta dinheiro - real ou virtual -, produtos, cultura e conhecimentos.

A circulação da informação constitui-se num dos pilares básicos, referenciada pela imensurabilidade das imagens, produzidas ininterruptamente e que circulam por todo o mundo, quase que instantaneamente. Imagens que não estão presentes apenas como mais uma forma de instrumentalizar a produção de conhecimento, mas que, principalmente, assumem uma dimensão estruturante do próprio conhecimento. Como afirma Serpa, ìhoje devemos ver a imagem não como representação da realidade e sim como a própria realidade, pois ela constitui-se no fator estruturante da mesma realidade.î

É a sociedade dos mass media, da comunicação e da informatização generalizada, que está introduzindo modificações profundas no conjunto de valores da humanidade, estabelecendo uma nova ordem, com conseqüências ainda não plenamente identificadas. São muitos os autores que buscam ampliar e conceituar este momento histórico e, sem duvida, Manuel Castells tem sido referência básica para esta área. Para ele, torna-se necessário estabelecer um diferenciação muito nítida entre a sociedade informatizada (Informational Society) e a sociedade da informação (Information Society). Para ajudar a estabelecer esta analítica distinção ele busca estabelecer um paralelo entre o que diferenciou a sociedade industrial de uma sociedade com indústrias. Para Castells,

O termo information society enfatiza o papel da informação na sociedade. Mas considero que a informação, no seu senso mais amplo, por exemplo como comunicação de conhecimentos, tem sido crítica em todas as sociedade, inclusive na Europa Medieval que foi culturalmente estruturada e em algum sentido unificada, em torno da escolástica, ou seja, por um grande esquema intelectual. Em contraste, o termo informational indica o atributo de uma forma específica de organização na qual a geração, processamento e transmissão da informação passam a ser a força fundamental de produtividade e de poder, por causa da nova condição tecnológica emergente deste processo histórico.

Assim percebemos que o processo de informatização da sociedade, fortemente articulado com todos os sistemas midiáticos de comunicação, não se estabelece de per si, como se fossem apenas mais uma atualização dos meios tradicionais de comunicação, de envio de dados, informações e imagens, mas constituem-se, como já inicialmente apontado, nos elementos estruturantes de uma nova forma de ser, pensar e viver.

Portanto, a assunção das máquinas faz desta época, um momento especial no mundo contemporâneo. A relação homem-máquina torna-se uma relação fundada em outros parâmetros, não mais de dependência ou subordinação, mas uma relação que implica no aprendizado dos significados e significantes inerentes a cada um e também do imbricamento destes elementos.

Isso significa um encadeamento do homem e da máquina, e, segundo Marcondes Filho, o momento da superação da razão (da ciência e do progresso) pela imaginação e pelos meios de comunicação e informação.

Os computadores passam a ocupar praticamente todos os espaços. Seres humanos e máquinas hibridizam-se. Observamos um aumento considerável na quantidade de elementos artificias que estão sendo incorporados ao cotidiano do ser humano, não só como elementos externos ao nosso cotidiano mas também, no nosso interior, com os corpos sendo transformados e manipulados. Poderíamos pensar na maquinização do ser humano como também na humanização das máquinas. Aumenta o número de pessoas com equipamentos artificiais em seus corpos. São os cyborgs que passam a ocupar espaços na sociedade contemporânea.

Pesquisas em andamento no Centro de Desenvolvimento Tecnológico da Britsh Telecom- a principal empresa de telefonia da Inglaterra ñ indicam que, atualmente, cerca de 20% das partes funcionais dos seres humanos já pode ser substituído por peças artificiais. Segundo o professor Peter Cochrane, chefe da equipe de pesquisa da BT que desenvolve o projeto BT Wired Man, o que se busca basicamente é analisar o potencial da comunicação usada interna e externamente ao ser humano.

Wiredman. Foto do sitio da BT

Estes seres hidridizados, mas não só eles, começam a perceber a possibilidade de uma ampliação das comunicações via os sistemas telemáticos que se utilizam de modernas e velozes redes de cabos e de transmissão de dados. Obviamente quando falamos nesta ampliação, mais uma vez estamos a nos referir à condições potenciais. Exatamente por isso, não podemos continuar a imaginar que a implantação destes modernos e velozes complexos de comunicação digital se dará com a função única de transmitir dados dos grandes centros para as periferias de menor valor, que nada teriam a contribuir para a construção planetária. Como diz Leila Dias, não podemos continuar a pensar que estas redes se instalam sobre espaços vazios. Ao contrário, afirma ela, as redes se instalam sobre uma realidade complexa e não em espaços virgens.

Caminhamos, então, para a construção de uma Network Society, de uma Sociedade Rede, conforme Castells. Uma sociedade em rede que interligue os diversos nós espalhados pelo planeta.

Mas, ao mesmo tempo que as redes introduzem esta possibilidade potencial muito grande, elas exigem e impõem-nos um movimento que pressuponha a existência de nós fortalecidos (valores/cultura local) e, principalmente, com alto nível de visibilidade. Visibilidade esta que só será conseguida se, além dos elementos técnicos básicos (fios, cabos, satélites, transponders, televisões, computadores, centrais de comunicação) conseguirmos, ao mesmo tempo, os elementos culturais produzidos e amplificados a partir das culturas locais.

Em outras palavras, pensamos em redes que, potencialmente, possibilitem a ampliação e a multiplicação de visões de mundo, Weltanschauungen. Esta multiplicação generalizada de comunicação e informação introduz a possibilidade, também generalizada, da multiplicação de valores locais, uma multiplicação generalizada de visões de mundo. Mais ainda, é a possibilidade da convivência do local e do não-local permanentemente e, mais importante, simultaneamente.

Esta convivência não é pacífica. As possibilidades de comunicação e informação existem, mas potencialmente. O mundo é apresentado, então de forma multifacetada e, viver aqui "significa fazer a experiência da liberdade como oscilação contínua entre pertença e desenraizamento"

Neste sentido, e com todas estas potencialidades, pululam elementos que longe de serem unificadores, constituem-se em elementos diferenciadores do seres e de suas culturas. As diferenças passam e devem ser o pólo gerador de novas articulações. O trabalho passa a ser mais cooperativo e coletivo. A inteligência coletiva, como afirma Pierre Levy, passa a ser o elemento mais significativo a ser perseguido.

O crescimento da rede Internet é, sem dúvida, um dos importantes indicadores deste movimento e não pode ser desconsiderado. Segundo matéria divulgada pelo Jornal Eletrônico da Ciência Hoje, usando os dados do relatório The Internet User Forecast 1990-2005

o número de pessoas que acessam a Internet pelo menos uma vez por semana, de casa ou do trabalho, atingiu a casa dos 147 milhões em 1998. (...) As projeções da empresa indicam que no ano 2000 a população conectada poderá chegar a 320 milhões. Em 2005, deverá mais que dobrar, passando a 720 milhões.

Os EUA lideraram em numero de usuários, com 52 por cento dos internautas mundiais, ou 76,5 milhões de pessoas, seguidos da Europa, com 36,02 milhões de usuários, ou 25 por cento de toda a população on-line mundial. Em 2005, no entanto, os EUA deverão responder por apenas 29 por cento do total de internautas mundiais, com uma população conectada de 207 milhões de pessoas.

O Brasil não consta da lista dos maiores usuários, embora as pesquisas locais realizadas pelo Ibope apontam para 2,5 milhões de usuários.

Nesse mundo de tantas conexões em rede, a seleção das informações e o papel dos sistemas de educação passam a ser questionado já que não se esta dando mais conta destes elementos contemporâneos. Na busca de se encontrar pistas para a educação, desenvolvem-se projetos de novos currículos, pensa-se nas Universidades Digitais, nas Bibliotecas Virtuais, no uso da realidade virtual como instrumento pedagógico, enfim, na utilização de todos os elementos tecnológicos como salvadores do sistema.

Esse mundo, de hiper realidade, de multifacetas cores e dimensões, move-se de forma veloz e os elementos do Caos e da Complexidade, pegos de empréstimo da física, passam a dominar também as ciências sociais.

É o mundo da complexidade e do caos, no qual as mais diversas fronteiras se entrecruzam levando ao enfraquecimento de antigos sólidos conceitos. É a época das metáforas. Os mais diversos mundos/espaços formando não mais conjuntos específicos e claramente delimitados, mas conjuntos com uma, antes não imaginada, imensa gama de interseções. Onde começa o mundo da trabalho? Onde termina o mundo da aprendizagem? E o que dizer do entretenimento?

O computador, um instrumento de trabalho, muito usado para se jogar paciência é um, bom exemplo, dessas citadas interseções. Vemos também um antigo símbolo da falta de produção por vários dias, que era o carnaval da Bahia, se transformando na maior indústria do estado.

É, sem dúvida, uma nova razão, um mundo novo - as vezes mais, as vezes menos maravilhoso - sendo instituído e instituindo novas tecnologias.

As Bibliotecas Virtuais

O projeto PROSSIGA, vinculado diretamente à Presidência do CNPq, foi criado em junho de 1995, com o objetivo de tornar mais acessível à comunidade científica dados e informações sobre pesquisa, ciência, tecnologia, cultura, educação, existentes na Internet ou em outros arquivos públicos ou privados. O PROSSIGA, portanto, é um elemento agregador do Sistema Integrado de Informação de Fomento à Ciência e Tecnologia, do sistema de Mercado de Trabalho em Ciência e Tecnologia e das Biblioteca Virtuais Temáticas e de Pesquisadores.

Atualmente, existem oito Bibliotecas Virtuais (BVs) na rede Internet, disponibilizando informações, em diversas áreas, para todo o mundo. A primeira foi a BV de Estudos Culturais, em parceria com a UFRJ. Estão na rede, as BVs de Economia, também com a UFRJ; de Políticas Públicas, com a Coordenação de Estatística e Indicadores do CNPq; Energia, com o Centro de Informações Nucleares (CIN); Competitividade, com a FINEP; Óptica, com o Instituto de Física da USP; Referência para a Pesquisa em C&T; de Educação a Distância com a UFBA; Engenharia de Petróleo, com a UNICAMP; Educação, com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP/MEC); e BV Jurídica, com o Conselho da Justiça Federal. O PROSSIGA desenvolve também Bibliotecas Virtuais sobre personalidades, pesquisadores que realizaram trabalhos significativos em sua área de atuação, sendo a primeira a de Anísio Teixeira.

Do ponto de vista técnico, as Bibliotecas Virtuais são suportadas por um software gerenciador de banco de dados, propiciando busca para localização da informação de cada uma. A manutenção dessas bibliotecas é feita com a utilização de software para verificação de quebra de links, com tradução automática. Ele é utilizado para estatística de visitas, levantando dados como número de visitantes, origem das visitas, países e domínios, dia e hora mais visitados, entre outros. Este software e esta base de dados no caso da BVEAD, conforme convênio entre o CNPq e a UFBA, deverá, neste ano, ser transferido integralmente para a UFBA.

Os levantamentos realizados pelo Prossiga revelam um crescimento, tanto no Brasil quanto no exterior, do acesso a estas bases de dados de cerca de 400% em 1997, o que demonstra a necessidade de ampliação dos serviços aqui oferecidos.

Uma biblioteca virtual, quando lançada, possui cerca de 200 links, chegando a atingir cerca de 1.500 links como é o caso atual da BV de Estudos Culturais, e é exatamente este o trabalho acadêmico mais sofisticado e que demanda uma equipe especializada em diversas áreas. Ao todo, do ponto de vista de sistema, as BVs possuem mais de 1MB de CGI (linguagem gráfica que dispensa dispositivos para tela, impressoras e plotadoras), mais de 1 MB de páginas estáticas e 2,5 MB de dados.

A Biblioteca Virtual de Educação à Distância

A montagem da Biblioteca Virtual de Educação a Distância (BVEAD) foi uma articulação da coordenação do PROSSIGA com o nosso grupo considerando que já vínhamos atuando na área e que, com essa cooperação poder-se-ía dar um impulso a mais uma biblioteca temática. Logo no texto que abre a BVEAD é possível ver a concepção que pretendemos dar à mesma:

A BVEAD abriga informações sobre esta temática entendida, no entanto, num sentido muito mais amplo. Concebemos a incorporação de novos recursos tecnológicos da comunicação e informação na educação como uma possibilidade impar do momento histórico contemporâneo que potencialmente pode viabilizar uma efetiva transformação da nossa realidade educacional. Neste sentido, entendemos que colocar novas tecnologias como televisão, vídeos, computadores e conexão à Internet nas escolas constitui-se num importante elemento estruturante de uma nova forma de pensar e agir do ser humano.

Por isso, a temática educação à distância está recheada de outros tantos subtemas que se articulam e fazem, desta Biblioteca, um espaço de partida (quem sabe de chegada para muitos!!!) de temáticas tão amplas e variadas que possibilitarão ao navegador articular as diversas concepções teóricas com elementos tecnológicos de efetivo uso.

Uma das idéias básicas que nos move é a de que a produção de conhecimento está, mais do que nunca, em permanente movimento, e nosso objetivo, com sua participação, é procurar mapear este movimento. Mais do que uma biblioteca, temos aqui um Centro de Referência sobre Educação e Novas Tecnologias, sujeito à crítica permanente.

Coerente com o que estamos trabalhando do ponto de vista teórico, esta BV não pretende ser um espaço estático ñ um simples, mesmo que amplo, repositório de informações ñ mas, sim, um grande espaço para a produção e circulação do conhecimento. O sítio está montado de forma a possibilitar a participação das pessoas de duas formas principais: de um lado, o internauta envia críticas e sugestões para melhorar a qualidade do serviço; de outro, pode participar das Polêmicas Contemporâneas, através dos chats e listas de discussões que são abrigadas pela Rede UFBA.