Velhos tempos, que voltam mais!

por Nelson Pretto (*)

Neste tempo que não volta mais estou fazendo uma viagem. Uma viagem no tempo e no espaço. Depois de mais de trinta anos, volto à Joaçaba que vivi entre 1960 e 1965. Ainda criancinha, vim aqui viver, com meus pais, deliciosos cinco anos. Moramos primeiro na casa de uns tios em Herval d'Oeste, donos do frigorifico que trouxe meu pai e todos nós para cá. Depois fomos para um prédio de três andares bem no centro, se me lembro bem, um dos primeiros da cidade. Hoje, por tudo que é lugar vejo enormes prédios, construídos certamente para dar à cidade a falsa idéia de cidade grande! Vejo o Cristo Rei, onde estudei e muitas broncas das freiras levei, antes isolado e quase distante, hoje no meio de uma cidade que se expandiu.

Ligo para minha mãe que, como eu, ainda mora na Bahia, e relembro dos dez mil habitantes da década de 60. Joaçaba pelo que me contam tem hoje mais de 40 mil... A cidade cresceu. Tem até um teatro abandonado - que pena! - na rua que depois passei morar, bem de fundo para com o antigo e querido único cinema da cidade. Para lá fugia - e apanhava ao voltar! - para trocar gibis e com uns trocados tomar um sorvete tipo italiano que ficava no passeio - assim chamamos a calçada lá na distante Bahia - em frente à loja dos pais de um colega, loja estA que creio ser a mesma Casa Barraquinha de hoje. Como me disse Seo Osvaldo Marqueze estes dias, a loja da cidade onde você encontrava tudo que era bugiganga!!! Para lá chegar tinha que passar pela balançante pinguela que em toda grande chuva o Tigre tentava derrubar. O cinema... que pena... não mais existe. Tem outro, eu sei, mas podíamos ter dois cinemas na cidade. Mais o te