SINPRO, trinta e cinco
anos
escavucar a memória
trinta e cinco anos de sinpro e o futuro da escola
A escola de samba da Mangueira constrói, há anos, um Centro de Memória da Estação Primeira. Chico lançou um lindo disco - ah! A gente não fala mais isso... - Chico lançou um lindo CD: Chico Buarque de Mangueira. No encarte, o grande Hermínio Bello de Carvalho escreveu que o Centro será
um grande banco de dados armazenador de tudo aquilo que a Verde-e-Rosa já produziu culturalmente. Através dele, a nação mangueirense poderá reconstituir sua própria história, através de suportes tecnológicos dos mais variados, criando outro modelo de singular exemplaridade e excepcionalidade como é a sua Vila Olímpica, uma esmeralda engastada em seu coração. E aproveitar as lições de Mário de Andrade (tombar patrimonialmente, quem sabe? O sentimento da gente do morro), escavucar a memória, provocar registros, buscar documentação. Aprender a Mangueira, para ensiná-la depois. Escola foi feita para isso.
Escavucar a memória! As tecnologias de comunicação - que estamos chamando de novas - estão aí, chegando aos sindicatos, às escolas - as de samba, do Ylê, do Olodum, do Axé, do Tendas de Olorum... - mas não como mais um recurso... Estão chegando - deveriam, é verdade! - para transformar. Para resgatar. Resgatar o passado. E o futuro. Que futuro? Dos professores, da escolas, dos sindicatos...
Vamos discutir tudo isso!